Anti-sedentarismo
Futuramente, eu escrevendo para o blogger e exercitando
Hoje acordei com a ideia na cabeça de começar a correr para
acabar com o meu sedentarismo, comecei o dia tomando um café reforçado (suco
com torradas) tomei banho arrumei a casa e fui matar a saudade do Digníssimo
pelo facebook, além do mais essa é a intenção do facebook dar a sensação de
estar perto. Continuei o dia com um almoço inspirado, salada na entrada e
bastante proteína no prato principal o pós-almoço foi: tarde de chuva com
leitura de diversos livros iniciando com: “Dois amigos e um chato” de Stanislaw
Ponte Preta, em seguida “Jogos para atores e não-atores” de Augusto Boal, para
sentir um pouco de poesia, “Antologia poética” de Vinicius de Moraes, tentei compreender
a filosofia Nietzschiana com “Assim falava Zaratustra”, e para estudar um pouco
o gênero teatral e filosófico do absurdo a revista “Ciência e vida: Filosofia” que explicava um pouco sobre O mito de Sísifo
de Albert Camus, e no fim um tédio, por ter acabado o artigo delicioso, fui rir
um pouco com Bukowiski em “crônicas de um amor louco” até perceber que Charles
Bukowiski era como todos os outros Charles, um velho tarado, sem ideia de o que
fazer fui me irritar um pouco com Luiz Felipe Pondé em “Guia politicamente
incorreto da filosofia” (Acabei chegando a conclusão de que concordo mais ou
menos com ele).
No fim eu decidir ir fazer o que tinha prometido fazer, me
arrumei como uma daquelas mulheres que correm na são silvestre de calça legue,
blusão e tênis, sai de casa com um ar de quem corria anos, chuviscava um pouco,
mas nada de desistir, já é dia 02 de fevereiro e precisava chover logo no segundo
dia do mês que eu decidir iniciar esse projeto, fui a praça mais próxima de
casa e não tinha ninguém, comecei com os alongamentos básicos que aprendi no
teatro: cabeça, Braço, perna, comecei a sentir uma sensação estranha de que eu
era idiota de estar ali, parecia que todo mundo que estava no bar em frente a
praça olhava para a magrela na chuva, decidir caminhar devagar, em meio ao
caminho analisei como era idiota estar ali dando voltas em círculos, pensei”
vou dar umas 50 voltas e vou para casa”.
Um senhor que aparentava 52 anos começou a correr rápido sem
se alongar, não sei de onde saiu só me interessei em que eu não era mais a única
idiota ali, mas para o tiozinho parecia mais fácil correr, então comecei a
aumentar a velocidade da minha caminhada a ponto de correr, eu estava perdendo para o tiozinho, até que
ele me percebeu e perguntou “Sua primeira vez caminhando?” só acenei com a cabeça
enquanto eu me perguntava “tá tão obvio assim?” . Uma, duas, três voltas e
pensei “está difícil acho que vou abaixar para 10 voltas”, quatro, cinco e na
sexta não aguentei me sentei no primeiro banco que vi, o tiozinho ria de longe
como quem rir de uma piada eu levantei com ódio de não ter conseguido, passei
perto dele e ele gritou: “Já acabou Jessica” eu dei um cotoco e sai xingando aquele
velho filho da puta na minha cabeça. Fui embora com tanta vergonha, mas com a
cabeça girando, e o coração palpitando a mil, jurei naquele instante nunca mais
voltar, mas amanhã estou de volta por que eu não estou em um projeto fitness,
nem um projeto “Ficar monstrão” eu estou em um projeto anti-sedentarismo, um
projeto adeus tontura pós ladeira, adeus pressão baixa ao acordar, adeus
desmaios ao caminhar, se eu lesse menos e caminhasse mais eu conseguiria
completar as 50 voltas mas como ainda não inventaram uma forma de exercitar a
mente e o corpo ao mesmo tempo, o que resta é esperar ansiosa por essa
invenção, por enquanto vamos torcer para os asiáticos inventarem logo.


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