Monólogo: Me deixa casar Renata.

                                                                                Imagem de Afrodite no skate 

 Tá Renata eu sei que você não quer casar, mas já pensou em mim? Eu sei que você é super independente, que foge de homens, mas eu não, eu penso... Sei lá... Em uma casa cheia de guris correndo de um lado para outro, eu queria um bom marido, que trabalhasse o dia e quando chegasse cansado eu servisse o jantar, ele leria o jornal pela manhã e eu ficaria ali fazendo o café, ainda existem mulheres que sonham com isso sabia? Não me vem com essa historia de que eu sou alienada por pensar assim, que a sociedade que me impôs a isso, eu quero Renata, você não sabe como eu quero, eu já acho que a minha vida não faz mais sentido solteira, não me vem com essa historia feminista de Simone De Beauvoir, eu preciso de um marido.

 Ah teve vários homens que eu namorei nenhum mostrou interesse a não ser o Thiago, o Thiago foi um bom rapaz, mas sem pensar em todo aquele ciúme obsessivo que ele tinha, eu não podia sair na rua de saia, se não lá vinha ele com aquela doença dele, mas enfim, eu queria casar com ele, até chegamos a noivar, eu sempre pensava como seria a vida a dois, eu não sei ser solitária, eu quero compartilhar a minha solidão com alguém, sou eu dona do meu destino e se nenhum homem casar comigo até maio do ano que vem eu me mato, eu não sou feia, eu sou feia? Não! Sou uma boa moça, tenho uma boa família, por que diabos que um homem não iria querer casar comigo? Eu sei até cozinhar! Eu estou cansada dessa historia de alma gêmea, já chega de correr atrás da pessoa certa, agora eu vou casar com o primeiro que me aparecer, já avisei se não eu me mato não me faz sentido ser tão sozinha, o que eu fiz? Taquei pedra na cruz por acaso? Eu já tentei de tudo, já rezei para santo Expedito, fiz promessa para Iemanjá, conversei até com o próprio satã, e nada se eu não conseguir um marido já sabe...  

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